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Boletim Epidemiológico de Violência no ciclo de vida das pessoas idosas no Distrito Federal
Boletim Epidemiológico de Violência no ciclo de vida das pessoas idosas no Distrito Federal

Boletim Epidemiológico de Violência no ciclo de vida das pessoas idosas no Distrito Federal

Documento traça o perfil deste tipo de violência praticado contra pessoas idosas nos últimos três anos

Com o objetivo de traçar o perfil da violência contra a pessoa idosa no DF, a Subsecretaria de Vigilância à Saúde (SVS) elaborou o Boletim Epidemiológico de Violência Interpessoal no ciclo de vida das pessoas idosas no Distrito Federal, do Núcleo de Estudos, Prevenção e Atenção às Violências (Nepav).

“Este boletim traz a análise de perfil das pessoas idosas em situação de violência interpessoal nos últimos anos. A apresentação com os dados dos últimos três anos permite visualizar o perfil estabelecido para as pessoas em situação de violência e o impacto da pandemia nesta população ”, explica Márcia Vieira, gerente de Vigilância das Doenças e Agravos Não Transmissíveis e Promoção à Saúde (GVDANTPS), que também ajudou na elaboração do documento.

O Distrito Federal alcançou em 2020 população de 3.052.546 pessoas. A população idosa (acima de 60 anos) é composta por 346.221 pessoas correspondendo a 11,3% da população geral. Já a distribuição da população idosa por sexo aponta 52,2% no sexo feminino e 47,8% no masculino.

Saúde lança Boletim de Violência contra idosos – Foto: Breno Esaki/Agência Saúde DF

No período de 2018 a 2020 foram notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan-DF) 8.422 casos de violências interpessoais no Distrito Federal. O número de notificações referentes ao ciclo de vida das pessoas idosas é de 273 notificações (3,2% do total de notificações no período), sendo a média de 91 ocorrências ao ano. A análise por sexo demonstra que 67% das notificações no período de 2018 a 2020 são de pessoas do sexo feminino enquanto que 33% são do masculino.

“Esta sinalização de mudança de perfil é de suma relevância do ponto de vista da vigilância, uma vez que estas análises baseadas em dados servem para subsidiar políticas públicas e planos de ação de enfrentamento e prevenção de violência mais efetivos”, avalia.

O Boletim demonstra que no ciclo de vida das pessoas idosas as violências mais prevalentes são a física e a psicológica ou moral nas três faixas etárias; e, com o avançar da idade, as violências financeira ou econômica e negligência ou abandono. Os meios de agressão mais prevalentes são a força física e a ameaça. Na violência sexual, o tipo mais prevalente é o estupro.

Saúde lança Boletim de Violência contra idosos – Arte: Marco/Agência Saúde DF

De acordo com o documento, nas situações de violência contra a pessoa idosa, múltiplos atores são mais comuns, com vínculos familiares (cônjuge e filhos), e por indivíduos adultos, do sexo masculino e que não fizeram uso de álcool no momento da agressão.

Óbitos

No período entre 2018 a 2020, foram registrados no Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) 1.574 casos de óbitos por agressão, no Distrito Federal. Destes, 62 óbitos (3,9% do total de óbitos por agressão) são referentes às pessoas idosas de 60 e mais anos de idade, com média de 20,7 óbitos por agressão ao ano.

O boletim destaca que 91,8% das vítimas de violência por pessoas idosas são residentes no Distrito Federal e 7,7% em Goiás. As regiões administrativas de residência das vítimas de violência por pessoas idosas com maiores médias de prevalência no período estudado são: Ceilândia, Samambaia e Guará.

Saúde lança Boletim de Violência contra idosos – Foto: Breno Esaki/Agência Saúde DF

Já a violência sexual é a mais frequente quando o autor é do ciclo de vida das pessoas idosas com 49,5%, seguida pela violência psicológica com 39,9% e física com 35,8%. O tipo de violência mais frequente é o estupro com 30,8% e o assédio sexual com 18,3%. O meio de agressão mais utilizado é a força corporal e espancamento com 30,8% de frequência e a ameaça em 28,8%.

O Nepav oferece um conjunto de recomendações baseadas nos dados e suas análises com o intuito de fortalecer a atuação dos gestores e dos profissionais de saúde a fim de diminuir o número de casos de violência contra os idosos e melhor notificá-los.

Atendimento na rede

Hoje, a Secretaria de Saúde disponibiliza atendimento especializado para as pessoas em situação de violência, os Centro de Especialidade para Atenção às Pessoas em Situação de Violência Sexual, Familiar e Doméstica (Cepav), com 17 unidades distribuídas no território do Distrito Federal, com acolhimento porta aberta em horário comercial, de segunda a sexta-feira.

Para acessar a integra do Boletim Epidemiológico de Violência no ciclo de vida das pessoas idosas, clique aqui.

Fonte: Secretaria de Saúde do Distrito Federal

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