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Presidente da Caixa é avaliado por Bolsonaro para posto de vice-presidente
Presidente da Caixa é avaliado por Bolsonaro para posto de vice-presidente

Presidente da Caixa é avaliado por Bolsonaro para posto de vice-presidente

Presidente da Caixa é avaliado por Bolsonaro para posto de vice-presidente.

Presidente iniciou esforço para tentar retomar apoio em segmento empresarial, que apresenta desânimo diante da paralisação da agenda de reformas e do aumento dos índices inflacionários.

Em esforço para recuperar apoio no segmento empresarial, o presidente Jair Bolsonaro considera o nome do presidente da Caixa, Pedro Guimarães, para o posto de vice-presidente em sua chapa à reeleição.

O nome do economista tem sido citado pelo presidente em conversas reservadas, entre elas, segundo foi relatado à CNN Brasil, durante viagem recente do mandatário ao Guarujá, no litoral paulista.

A pretensão do presidente também foi relatada à CNN Brasil por assessores palacianos. O presidente da instituição financeira, inclusive, participou da viagem de Bolsonaro e publicou fotografia ao seu lado durante uma pescaria.

Para o posto de segundo nome na hierarquia presidencial, Bolsonaro tem afirmado que busca um nome com quem tenha afinidade política, não lhe fazendo contraponto, e que não tenha apoio junto ao Congresso Nacional.

O receio do presidente, de acordo com deputados aliados, é de que a indicação de um político profissional para o posto de vice-presidente possa estimular o Poder Legislativo a dar início a um processo de impeachment diante de uma queda de popularidade ou uma crise política.

Além de Pedro Guimarães, o presidente tem avaliado uma eventual indicação para o posto de vice-presidente do general Walter Braga Netto, ministro da Defesa. Nesse caso, o esforço é na tentativa de manter apoio junto ao segmento militar.

Desde o início de dezembro, Bolsonaro tem sido aconselhado por líderes da base aliada a atuar de forma mais efetiva para reconquistar o apoio de empresários e investidores.

Nas últimas semanas, lideranças partidárias receberam o diagnóstico de integrantes do segmento empresarial de um desânimo com a atual gestão, sobretudo diante da paralisação da agenda de reformas e do aumento dos índices inflacionários.

A preocupação do Palácio do Planalto também se deve à euforia inicial no mercado financeiro com a candidatura do ex-juiz federal Sergio Moro. Uma pesquisa promovida pela XP Investimentos mostrou que o segmento econômico avalia que Moro seria melhor que Bolsonaro para os ativos financeiros.

No início do mês, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) — que mede a inflação oficial do país – foi de 0,95%. Apesar de ter mostrado desaceleração, o valor é o maior para o mês desde 2015 e, no acumulado em 12 meses, a mediana das estimativas indicava alta de 10,9%.

O receio no Palácio do Planalto é de que uma alta acumulada superior a dois dígitos, como deve fechar neste ano, possa servir como um calcanhar de Aquiles na disputa presidencial.

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